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Santo

São Tomás de Vilanova

São Tomás de Vilanova
Tomás de Villanueva · Grabado de Luis Fernández Noseret por dibujo de José Maea · domínio público · origem

Fuenllana, Ciudad Real (Espanha), 1486 ou 1488 · Valência, 8 de setembro de 1555 · beatificado em 1618 · canonizado em 1658

  • Os pobres e os que cuidam deles (devoção popular)
  • Universidade de Villanova (EUA)
  • Valência (copadroeiro, devoção local)
“Quem tem compaixão do pobre empresta ao Senhor, e ele lhe dará a recompensa.”
Pr 19,17, versículo escolhido pelo portal para lembrar o arcebispo chamado "esmoler" e "pai dos pobres". Não é frase dele. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Tomás García Martínez nasceu em Fuenllana e cresceu em Villanueva de los Infantes, na região da Mancha, de onde vem o nome "de Vilanova". Os pais eram gente de posses e muito generosa: a mãe dava pão e roupa aos pobres, e o menino aprendeu em casa a repartir. Estudou na Universidade de Alcalá, onde se tornou mestre e professor de filosofia.

Em 1516 entrou na Ordem de Santo Agostinho, em Salamanca, e foi ordenado sacerdote em 1518. Foi prior de vários conventos, provincial e pregador famoso, ouvido até pelo imperador Carlos V. Como provincial, enviou em 1533 os primeiros frades agostinianos ao México, abrindo caminho para a missão da ordem na América.

Em 1544, contra a própria vontade, aceitou ser arcebispo de Valência. Visitou as paróquias, reformou o clero, cuidou da formação dos padres e fez da casa do bispo um lugar de acolhida: todos os dias recebia pobres à porta, sustentava órfãos e ajudava moças sem dote. Vivia com simplicidade e usava a renda da diocese para a caridade. Morreu em 8 de setembro de 1555, depois de mandar distribuir aos pobres o que restava. Foi canonizado por Alexandre VII em 1658.

Fontes: Seus sermões e escritos (conciones), publicados a partir de 1572; biografias de frei Miguel Salón (1588) e outros confrades agostinianos; processos de canonização; Martirológio Romano, 8 de setembro.

O que nos ensina

São Tomás de Vilanova ensina que a autoridade na Igreja é serviço, sobretudo aos mais pobres. Como arcebispo, poderia viver com luxo, mas preferiu que os bens da diocese chegassem a quem passava fome. Também ensina que a caridade precisa de inteligência: ele não só dava esmola, mas procurava trabalho, educação e futuro para os necessitados. É modelo para quem atua nas pastorais sociais e para todo cristão que tem algo a repartir.

Milagres

  1. Reconhecido

    Curas da canonização

    O processo concluído em 1658 examinou curas e graças atribuídas à sua intercessão. Os detalhes de cada caso precisam ser confirmados nos documentos.

  2. Tradição

    O celeiro que não se esvaziava

    Conta a tradição que, numa época de fome, o trigo do palácio episcopal se multiplicou para que ele continuasse dando de comer aos pobres. É relato popular, comum em vidas de santos esmoleres, sem confirmação histórica.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Era chamado de "o esmoler" e "o pai dos pobres" ainda em vida.
  • Era conhecido pela distração: contam que ficava tão absorto em oração que esquecia as horas e até as refeições.
  • A Universidade de Villanova, na Pensilvânia (EUA), fundada pelos agostinianos em 1842, leva o seu nome.
  • Não participou do Concílio de Trento por causa da saúde, mas enviou bispos e teólogos de Valência e apoiou a reforma do clero.
  • Durante séculos foi celebrado em 22 de setembro no Calendário Romano; hoje os agostinianos o celebram em 10 de outubro.
  • Seus sermões, muito lidos, são considerados obras importantes da pregação espanhola do século XVI.

Oração

São Tomás de Vilanova, pastor humilde e pai dos pobres, que fizeste da tua casa um lugar de acolhida, intercede por nós. Dá aos nossos bispos e padres um coração de servo, e a todos nós a generosidade de repartir o que temos. Que nenhum pobre bata à nossa porta em vão, e que a nossa música e a nossa vida anunciem o amor de Deus aos pequenos. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Repartir: a caridade com inteligência e coração
Lema
"Quem tem compaixão do pobre empresta ao Senhor"
Leitura
Mt 25,31-40 (sugerida)
Público
Adultos, jovens, pastorais sociais, ministérios, grupos de oração
  1. 1Olhar: quem são os pobres perto de mim que eu costumo não ver? Momento de silêncio com o Evangelho do dia.
  2. 2Repartir: o que eu tenho em excesso (tempo, bens, talentos) e poderia colocar a serviço de alguém?
  3. 3Organizar: em grupo, pensar uma ação concreta e continuada, e não só pontual, para ajudar uma família ou instituição.

Dinâmica: "A porta aberta", 40 min · cartolina em forma de porta, canetas, cestas. Cada pessoa escreve na porta um compromisso de partilha; o grupo combina uma coleta ou visita e encerra com um canto.

Quando celebrar

22 de setembro · Fora do calendário · Branco

Morreu em 8 de setembro, festa da Natividade de Nossa Senhora. Não está no Calendário Romano Geral desde 1969 nem no calendário do Brasil. A Ordem de Santo Agostinho o celebra em 10 de outubro; Valência o celebra no seu próprio calendário.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Catedral de Valência (Espanha), onde estão as relíquias; conferir a capela
  • Terra: Villanueva de los Infantes (Ciudad Real, Espanha), onde cresceu
  • Universidade: Igreja de São Tomás de Vilanova, no campus da Universidade de Villanova (Pensilvânia, EUA)