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Santo

São Rafael Guízar y Valencia

São Rafael Guízar y Valencia
Rafael Guízar y Valencia (cropped) · Nheyob (Photography), unknown painter · CC BY-SA 4.0 · origem

Cotija, Michoacán (México), 26 de abril de 1878 · Cidade do México, 6 de junho de 1938 · canonizado em 2006

  • Bispos
  • Seminários e seminaristas
  • Veracruz (México)
“Um bispo pode passar sem mitra, sem báculo e até sem catedral, mas nunca sem seminário.”
Frase atribuída a ele pelas biografias e citada pela Congregação para as Causas dos Santos. Falta localizar a fonte original (carta pastoral ou pregação). Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Rafael nasceu em Cotija, no estado de Michoacán, no México, numa família numerosa e de fé. Entrou no seminário de Zamora e foi ordenado padre em 1901. Logo se tornou um missionário incansável, pregando missões populares pelas cidades e pelo campo, e fundou uma congregação de missionários, que não sobreviveu às perseguições.

Durante a Revolução Mexicana, nos anos 1910, o clero foi perseguido. Rafael continuou o ministério disfarçado: andava como vendedor ambulante, médico homeopata ou músico, para levar os sacramentos aos doentes e aos soldados feridos. Precisou fugir do país e trabalhou como missionário nos Estados Unidos, na Guatemala e em Cuba. Em 1919 foi nomeado bispo de Veracruz, onde chegou no meio de um grande terremoto e começou socorrendo as vítimas.

Como bispo, viveu na pobreza, deu o que tinha aos pobres e lutou para manter o seminário funcionando mesmo quando o governo o proibiu: transferiu-o para a Cidade do México e o manteve escondido por anos, formando centenas de padres. Foi exilado várias vezes e sofreu ameaças de morte. Morreu doente e pobre na Cidade do México, em 6 de junho de 1938. Foi beatificado por São João Paulo II em 1995 e canonizado por Bento XVI em 15 de outubro de 2006, o primeiro bispo nascido na América Latina a ser canonizado.

Fontes: Cartas pastorais de Rafael Guízar y Valencia como bispo de Veracruz; Bento XVI, homilia da canonização (15 de outubro de 2006); materiais da Arquidiocese de Xalapa e da Catedral de Xalapa.

O que nos ensina

São Rafael ensina o que é ser pastor em tempo de perseguição: não abandonou o rebanho, inventou maneiras de chegar a ele e cuidou primeiro dos que sofriam. Ensina o valor da formação dos padres, que ele colocava acima de qualquer prédio ou insígnia, e mostra a liberdade de quem é pobre por escolha, para ter as mãos livres e servir.

Milagres

  1. Reconhecido

    A cura da beatificação

    Para a beatificação, em 1995, foi reconhecida a cura de uma mulher mexicana com uma doença grave, que se recuperou de forma inexplicável depois de pedir a intercessão do bispo.

  2. Reconhecido

    A cura da canonização

    Para a canonização, em 2006, a Igreja examinou o caso de uma gestante mexicana com complicações graves cujo bebê nasceu sem as sequelas esperadas, depois das orações da família a São Rafael.

  3. Tradição

    O corpo encontrado intacto

    Conta-se que, quando o corpo foi exumado, anos depois da morte, estava conservado. O relato é repetido pela devoção, mas a conservação do corpo não foi o motivo da canonização.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Para escapar da perseguição, chegou a se disfarçar de vendedor de bugigangas, de médico e de músico de banda, e assim levava a Comunhão escondida.
  • Chegou a Veracruz em 1919 logo depois de um forte terremoto e começou o episcopado socorrendo os feridos.
  • Manteve o seminário da diocese funcionando às escondidas na Cidade do México durante cerca de quinze anos de perseguição.
  • Foi o primeiro bispo nascido na América Latina a ser canonizado.
  • Era da mesma região de São José Sánchez del Río, o adolescente mártir cristero, nascido na vizinha Sahuayo.

Oração

São Rafael Guízar y Valencia, pastor corajoso que não abandonou o teu povo nos tempos de perseguição, dá à Igreja bispos e padres com o teu coração missionário. Protege os seminários e os jovens que se preparam para o sacerdócio. Ensina-nos a ser pobres para servir melhor e a encontrar sempre um caminho para levar Jesus a quem precisa. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Pastor que não abandona o rebanho
Lema
"O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas" (Jo 10,11)
Leitura
Jo 10,11-18 (sugerida)
Público
Jovens, vocacionados, seminaristas, ministérios de música, coroinhas
  1. 1Agradecer: lembrar os padres e catequistas que marcaram a minha fé e rezar por eles pelo nome.
  2. 2Criar: em grupo, pensar maneiras criativas de levar a fé a quem não vem à igreja.
  3. 3Sustentar: assumir um compromisso com as vocações: oração semanal, apoio ao seminário, conversa com um jovem.

Dinâmica: "Os disfarces do bispo", 40 min · caixa com objetos simples (chapéu, maleta, instrumento musical). Cada grupo sorteia um objeto e inventa como usaria aquilo para levar Jesus a alguém hoje. Fechar com oração pelas vocações e um canto.

Quando celebrar

6 de junho · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral nem no próprio do Brasil. No México, é lembrado em 6 de junho, dia da sua morte, ou em outra data conforme a diocese.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Catedral Metropolitana de Xalapa, Veracruz (México)
  • Terra natal: Cotija, Michoacán (México)