Músico Católico

Santo

São Miguel Arcanjo

Padroeiro de Igreja universal, doentes, policiais, militares e dos moribundos

Festa em 2026 · Branco

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

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História

Miguel não é um homem canonizado, e essa é a primeira coisa que quase todo texto sobre ele erra. Não há biografia, nem data de nascimento, nem processo de canonização: ele é um anjo, uma criatura sem corpo, e a Igreja o venera como venera Gabriel e Rafael — os três únicos anjos que a Escritura chama pelo nome. O nome dele, aliás, é uma pergunta e não um título: Mi-ka-El, em hebraico, quer dizer "Quem como Deus?".

A Escritura o cita poucas vezes. No livro de Daniel ele aparece como o príncipe que defende o povo; na carta de Judas, disputando com o diabo o corpo de Moisés; e no Apocalipse, na batalha do céu. Tudo o mais — a espada, a armadura, a balança das almas, o dragão sob os pés — é arte e tradição posteriores, não texto sagrado. Vale dizer isso com todas as letras: a imagem é antiga e é bonita, mas é imagem.

A festa de 29 de setembro nem sempre foi dos três. Até a reforma do calendário, em 1969, o dia lembrava a dedicação de uma basílica romana dedicada a Miguel, e Gabriel e Rafael tinham datas próprias, em março e em outubro. A reforma juntou os três num dia só — por isso o calendário traz "Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael", mesmo que todo mundo chame de festa de São Miguel.

Para quem prepara a música, o dado prático é a cor: branca, e não vermelha. É o erro mais comum da data, e vem de uma associação razoável: espada, batalha, martírio. Só que mártir é quem morre pela fé, e um anjo não morre. Branco é a cor da festa, e o Glória se canta, porque é festa e não memória.