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Santo

São Martinho I, papa e mártir

São Martinho I, papa e mártir
Martinus (Saint Paul Outside the Walls) · domínio público · origem

Todi (Itália), fim do século VI · papa de 649 a 655 · Quersoneso (Crimeia), 16 de setembro de 655

  • Perseguidos por causa da fé
  • Defensores da verdade da fé
“Quanto a este meu pobre corpo, o Senhor cuidará dele como quiser. Por que me preocupar?”
Síntese do portal a partir da Carta 17 de Martinho, escrita no exílio em 655. Não é citação literal; conferir numa tradução publicada.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Martinho nasceu em Todi, na Úmbria, e serviu como diácono em Roma. Foi enviado como representante do papa em Constantinopla, e conhecia bem as disputas teológicas da época. Em 649 foi eleito papa.

Naquele tempo, a corte de Constantinopla favorecia o monotelismo, a ideia de que Cristo teria uma só vontade, a divina, o que diminuía a sua verdadeira humanidade. O imperador Constante II havia proibido qualquer discussão do tema. Pouco depois da eleição, Martinho reuniu o Sínodo do Latrão, em outubro de 649, que afirmou as duas vontades de Cristo, divina e humana, e condenou o monotelismo.

Em 653, por ordem do imperador, foi preso em Roma, doente, e levado a Constantinopla. Foi humilhado, julgado por traição e condenado. Exilado em Quersoneso, na Crimeia, sofreu fome e abandono, e morreu ali em 16 de setembro de 655. É o último papa venerado como mártir.

Fontes: Cartas de Martinho no exílio (Cartas 14 a 17); Comemoração dos sofrimentos de Martinho, relato de testemunhas; atas do Sínodo do Latrão (649); Liber Pontificalis; Martirológio Romano, 13 de abril.

O que nos ensina

Martinho ensina a ser fiel à verdade da fé mesmo quando ela custa a liberdade e a vida. A defesa das duas vontades de Cristo não era detalhe: dizia que Jesus é de verdade homem, e que por isso nos salva por inteiro. No abandono do exílio, ele mostra que a última palavra é confiar no cuidado de Deus.

Milagres

  1. Reconhecido

    O martírio

    A Igreja venera Martinho como mártir porque morreu em consequência da prisão e do exílio sofridos por defender a fé. A morte no exílio é fato histórico, registrado pelas cartas dele e por testemunhas.

  2. Tradição

    Curas junto ao túmulo

    Relatos antigos falam de curas no lugar onde foi sepultado, na Crimeia. São tradição.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • É o último papa venerado como mártir até hoje.
  • As suas cartas do exílio, em que conta a fome e o abandono, estão entre os documentos mais comoventes da história do papado.
  • A doutrina das duas vontades de Cristo, defendida por ele, foi confirmada pelo III Concílio de Constantinopla, em 680 e 681.
  • É venerado também pelas Igrejas ortodoxas, que o lembram em outras datas.
  • Na Crimeia, onde morreu, há tradição de culto antigo junto ao seu túmulo.

Oração

São Martinho, pastor fiel que defendeste a verdade sobre Cristo e sofreste prisão e exílio por ela, dá-nos coragem para professar a fé sem medo. Intercede pelo papa e por todos os que são perseguidos por causa do Evangelho. No abandono e na dor, ensina-nos a confiar no cuidado de Deus. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Fiel até o fim
Lema
"Sê fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida"
Leitura
Ap 2,10 e Jo 15,18-21 (sugeridos)
Público
Crisma, grupos de jovens, ministérios, grupos de estudo bíblico
  1. 1Conhecer: ler juntos um trecho do Credo e conversar: o que quer dizer que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem?
  2. 2Reconhecer: lembrar situações em que custa assumir a fé (na escola, no trabalho, nas redes).
  3. 3Confiar: rezar pelos cristãos perseguidos hoje, nome por nome de países, se possível.

Dinâmica: "Cartas do exílio", 40 min · papel e canetas. Cada participante escreve uma carta curta a um cristão perseguido hoje, como Martinho escreveu do exílio. As cartas podem ser lidas na oração final.

Quando celebrar

13 de abril · Memória facultativa · Vermelho

Na Quaresma ou na Semana Santa, a memória só pode ser lembrada na oração do dia.

Santuários e devoção

  • Lugar da morte: Quersoneso, perto de Sebastopol (Crimeia)
  • Relíquias: Igreja de San Martino ai Monti, Roma (tradição de translação)