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Santo

São Manuel González García

Sevilha (Espanha), 25 de fevereiro de 1877 · Madri, 4 de janeiro de 1940 · canonizado em 2016

  • Adoradores e amigos do Sacrário
  • União Eucarística Reparadora
  • Padres diocesanos
“Peço para ser enterrado junto a um Sacrário, para que meus ossos, depois de mortos, como minha língua e minha pena em vida, estejam sempre dizendo aos que passarem: ali está Jesus! Ali está! Não o deixeis abandonado!”
Epitáfio escrito por ele próprio, gravado no seu túmulo na catedral de Palência. Tradução do portal a partir do espanhol.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Manuel González García nasceu em Sevilha, numa família simples; o pai era carpinteiro. Menino, foi um dos "seises", os meninos cantores que dançam diante do Santíssimo na catedral de Sevilha. Entrou no seminário com sacrifício da família e foi ordenado padre em 1901.

Em 1902, enviado a pregar uma missão na aldeia de Palomares do Rio, encontrou a igreja descuidada e o sacrário quase esquecido. Diante daquele "sacrário abandonado", sentiu que Jesus esperava ser amado e que sua vida seria dedicada a isso. Como pároco e arcipreste em Huelva, cuidou das crianças pobres, abriu escolas e catequeses, e em 1910 fundou a obra das "Marias dos Sacrários", primeiro passo da União Eucarística Reparadora, para fazer companhia a Jesus nos sacrários. Mais tarde vieram os Missionários Eucarísticos Diocesanos e, em 1921, as Missionárias Eucarísticas de Nazaré.

Foi bispo auxiliar e depois bispo de Málaga. Em 1931, num período de grande tensão na Espanha, o paço episcopal foi incendiado e ele teve de deixar a cidade, governando a diocese de longe. Em 1935 foi nomeado bispo de Palência. Escreveu muitos livros simples e calorosos sobre a Eucaristia. Morreu em Madri em 4 de janeiro de 1940 e foi sepultado, como pediu, junto ao Sacrário, na catedral de Palência. Foi beatificado por São João Paulo II em 2001 e canonizado pelo papa Francisco em 16 de outubro de 2016.

Fontes: Obras completas de Manuel González (publicadas pela Família Eucarística Reparadora); atas do processo de canonização; papa Francisco, homilia de canonização (16 de outubro de 2016); Martirológio Romano.

O que nos ensina

Manuel González ensina que Jesus no Sacrário não é um objeto do templo, mas alguém vivo que espera companhia. Ensina a "eucaristizar" a vida: deixar que a missa e a adoração moldem o jeito de tratar os pobres, as crianças e os que se afastaram. Para quem canta e serve na igreja, ele faz uma pergunta direta: depois do ensaio e da missa, alguém fica um pouco com Jesus? Sua resposta ao abandono não foi reclamar, foi amar mais.

Milagres

  1. Reconhecido

    Milagres da beatificação e da canonização

    Para a beatificação (2001) e a canonização (2016), a Igreja examinou curas atribuídas à sua intercessão, reconhecidas pelos médicos e teólogos da Congregação para as Causas dos Santos.

  2. Tradição

    O olhar do Sacrário de Palomares

    Ele mesmo contou que, diante do sacrário abandonado, sentiu que o olhar de Jesus o atravessava, pedindo amor e companhia. Não é milagre no sentido técnico, mas a experiência espiritual que marcou toda a sua vida, narrada nos seus escritos.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • É conhecido como "o bispo do Sacrário abandonado".
  • Quando menino, foi um dos "seises" da catedral de Sevilha, meninos que cantam e dançam diante do Santíssimo nas grandes festas, uma tradição de séculos.
  • Quis um enterro "junto a um Sacrário", e o epitáfio que ele mesmo escreveu pode ser lido no seu túmulo em Palência.
  • A Família Eucarística Reparadora, nascida dele, reúne padres, religiosas, leigos e crianças em vários países.
  • Seus livros, como "O que pode um sacrário abandonado", foram escritos em linguagem simples para o povo.

Oração

São Manuel González, bispo do Sacrário abandonado, que fizeste companhia a Jesus quando tantos o esqueciam, ensina-nos a amar a Eucaristia. Que o nosso canto na missa termine em adoração, que não deixemos Jesus sozinho no sacrário e que saibamos levar o seu amor às crianças e aos pobres. Intercede pelos padres e por todos os que guardam as igrejas abertas. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Fazer companhia a Jesus no Sacrário
Lema
"Ali está Jesus! Não o deixeis abandonado!"
Leitura
Mt 26,36-41 (sugerida)
Público
Ministérios de música e de liturgia, adoradores, ministros extraordinários da comunhão, coroinhas, jovens
  1. 1Notar: quando foi a última vez que fiquei com Jesus no sacrário sem pressa, fora da hora do ensaio?
  2. 2Ficar: vinte minutos de adoração em silêncio: "Não pudestes vigiar uma hora comigo?".
  3. 3Levar: combinar uma escala do grupo para visitar o Santíssimo durante a semana.

Dinâmica: "Escala de companhia", 40 min · cartaz com os dias da semana, canetas, um canto eucarístico. Cada membro escolhe um horário para visitar o Santíssimo e o grupo encerra cantando diante do sacrário.

Quando celebrar

4 de janeiro · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral nem no calendário do Brasil. É celebrado em calendários próprios da Espanha (Sevilha, Málaga, Palência) e pela Família Eucarística Reparadora.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Catedral de Palência (Espanha), junto ao Sacrário, como ele pediu
  • Palomares: Igreja de Palomares do Rio, perto de Sevilha, onde viu o "sacrário abandonado"
  • Huelva: Igreja de São Pedro, Huelva (Espanha), onde foi arcipreste e fundou a obra