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Santo

São Luís Maria Grignion de Montfort

São Luís Maria Grignion de Montfort
Людовик Мария Гриньон де Монфор · Неизвестный автор · domínio público · origem

Montfort-sur-Meu, Bretanha (França), 31 de janeiro de 1673 · Saint-Laurent-sur-Sèvre (França), 28 de abril de 1716 · canonizado em 1947

  • Consagração a Nossa Senhora (título popular)
  • Missionários Monfortinos e Filhas da Sabedoria
  • Pregadores de missões populares (título popular)
“Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por ela que ele deve reinar no mundo.”
Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 1, escrito por volta de 1712 e publicado só em 1843. Texto em domínio público; tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Luís Maria nasceu na Bretanha, numa família numerosa e de poucos recursos. Estudou com os jesuítas em Rennes e, ainda jovem, foi a pé até Paris para estudar no seminário de São Sulpício, dando aos pobres pelo caminho o pouco que levava. Ordenado padre em 1700, passou a assinar "de Montfort", o nome da cidade onde foi batizado, em vez do sobrenome de família.

Trabalhou como capelão do hospital de Poitiers, onde reuniu um pequeno grupo de mulheres pobres e doentes que deu origem às Filhas da Sabedoria, com Maria Luísa Trichet. Seu jeito de pregar e de viver a pobreza incomodou muita gente, e ele foi afastado de várias dioceses. Em 1706 foi a Roma a pé, e o papa Clemente XI o nomeou missionário apostólico e o mandou de volta à França.

Dali em diante pregou missões populares no oeste francês, com cantos, procissões e a renovação das promessas do batismo. Escreveu centenas de cânticos e livros como O Amor da Sabedoria Eterna, O Segredo de Maria e o Tratado da Verdadeira Devoção. Fundou também a Companhia de Maria, os padres e irmãos monfortinos. Morreu em 28 de abril de 1716, aos 43 anos, durante uma missão em Saint-Laurent-sur-Sèvre. Foi beatificado por Leão XIII em 1888 e canonizado por Pio XII em 1947.

Fontes: Os próprios escritos de Montfort (Tratado da Verdadeira Devoção, O Segredo de Maria, O Amor da Sabedoria Eterna, cartas e cânticos); biografias antigas de Joseph Grandet (1724) e de Besnard; São João Paulo II, Carta à Família Monfortina (2003).

O que nos ensina

Montfort ensina que a devoção a Maria verdadeira sempre leva a Jesus: consagrar-se a ela é renovar com mais consciência as promessas do batismo e entregar a Cristo, pelas mãos da Mãe, tudo o que somos e temos. Ensina também que o anúncio do Evangelho precisa chegar aos pobres e aos simples, e que o canto é um caminho de catequese: ele colocava a doutrina em melodias conhecidas para o povo aprender cantando. Para quem é do ministério de música, é um irmão de ofício.

Milagres

  1. Reconhecido

    Curas examinadas para a beatificação e a canonização

    Para a beatificação (1888) e a canonização (1947), a Igreja examinou curas atribuídas à sua intercessão, reconhecidas segundo as normas da época.

  2. Tradição

    O livro escondido

    No próprio Tratado, ele escreveu prever que o manuscrito ficaria escondido no silêncio de um cofre. De fato, o texto ficou esquecido por mais de um século e só foi encontrado em 1842, entre livros antigos. O fato do esquecimento é histórico; ler nele uma profecia cumprida é leitura devota.

  3. Tradição

    O Calvário de Pontchâteau

    Montfort mobilizou milhares de camponeses para construir um grande calvário em Pontchâteau. Às vésperas da bênção, em 1710, as autoridades mandaram demoli-lo, e ele aceitou em silêncio. Mais tarde o calvário foi reconstruído e é hoje lugar de peregrinação. É um episódio histórico, sem milagre envolvido, guardado como sinal da sua obediência.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • O lema de São João Paulo II, "Totus tuus" (todo teu), vem da fórmula de consagração que ele encontrou no Tratado de Montfort quando jovem operário, durante a Segunda Guerra.
  • O Tratado ficou desconhecido até 1842 e foi publicado em 1843, mais de 120 anos depois da morte do autor.
  • Compôs mais de 160 cânticos, muitas vezes com letras novas em melodias populares da época, para o povo cantar nas missões.
  • A consagração a Jesus por Maria segundo o seu método costuma ser feita depois de 33 dias de preparação, e é praticada hoje no mundo inteiro.
  • Os Missionários Monfortinos e as Filhas da Sabedoria também estão presentes no Brasil.
  • É lembrado no mesmo dia que São Pedro Chanel, mártir da Oceania, que era religioso marista.

Oração

São Luís Maria Grignion de Montfort, apóstolo de Maria e missionário dos pobres, ensina-nos a viver o nosso batismo com fidelidade e a entregar a Jesus, pelas mãos da sua Mãe, tudo o que somos. Livra-nos de uma devoção vazia e faz de nós discípulos humildes, que anunciam o Evangelho com alegria. Que o nosso canto seja catequese viva, como os teus cânticos, e leve o povo ao encontro de Cristo. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
A Jesus por Maria: renovar as promessas do batismo
Lema
"Sou todo teu"
Leitura
Jo 19,25-27 (sugerida)
Público
Grupos de oração, ministérios de música, crisma, pastoral familiar, quem se prepara para a consagração
  1. 1Lembrar: recordar o próprio batismo: quem me levou, o que foi prometido por mim e o que eu vivo hoje dessa promessa.
  2. 2Entregar: em silêncio, escrever o que ainda não entreguei a Deus e colocar o papel aos pés de uma imagem de Nossa Senhora.
  3. 3Cantar: em grupos, escrever uma estrofe simples sobre Maria numa melodia conhecida, como Montfort fazia nas missões.

Dinâmica: "Cânticos de missão", 40 min · papel, canetas, violão, uma imagem de Maria e uma vela do batismo. No fim, renovação das promessas do batismo diante da vela acesa.

Quando celebrar

28 de abril · Memória facultativa · Branco

No mesmo dia há a memória facultativa de São Pedro Chanel; escolhe-se uma das duas. Na família monfortina, a celebração tem grau maior.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Basílica de São Luís Maria Grignion de Montfort, Saint-Laurent-sur-Sèvre (França)
  • Cidade natal: Montfort-sur-Meu (França), com a casa natal e a igreja do batismo
  • Calvário: Calvário de Pontchâteau (França), reconstruído e aberto a peregrinos