Santo
São Luís Guanella

Fraciscio de Campodolcino (Itália), 19 de dezembro de 1842 · Como (Itália), 24 de outubro de 1915 · canonizado em 2011
- Obra Dom Guanella (guanelianos)
- Pessoas com deficiência intelectual (devoção)
- Agonizantes (devoção ligada à Pia União do Trânsito de São José)
“Não se pode parar enquanto houver pobres a socorrer.”
Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.
Vida
Luís Guanella nasceu numa aldeia de montanha no vale de San Giacomo, na Lombardia, perto da fronteira com a Suíça, numa família numerosa de camponeses. Estudou em Como e foi ordenado padre em 1866. Foi pároco em aldeias pobres dos Alpes, onde abriu escolas, combateu o alcoolismo e cuidou dos doentes, mas suas ideias sociais e sua franqueza criaram atritos com as autoridades civis da época.
Admirava Dom Bosco e, entre 1875 e 1878, viveu com os salesianos em Turim, aprendendo o método educativo e o jeito de confiar na Providência. Voltando à diocese, depois de anos de incompreensões, recebeu em 1881 a paróquia de Pianello Lario, onde assumiu um pequeno asilo. Dali nasceram as Filhas de Santa Maria da Providência e, mais tarde, os Servos da Caridade. A Casa da Divina Providência, em Como, tornou-se o coração da obra.
Acolhia idosos, órfãos e sobretudo pessoas com deficiência intelectual, que chamava de "bons filhos", dando-lhes casa, trabalho e dignidade. Fundou também a Pia União do Trânsito de São José, para rezar pelos agonizantes, aprovada por São Pio X. Em 1912 viajou aos Estados Unidos para ver de perto a situação dos emigrantes italianos. Socorreu as vítimas do terremoto da Marsica em 1915 e morreu em Como em 24 de outubro daquele ano. Foi beatificado em 1964 por Paulo VI e canonizado em 23 de outubro de 2011 por Bento XVI.
Fontes: Escritos de Dom Guanella (edições da Congregação dos Servos da Caridade); papa Bento XVI, homilia da canonização (23/10/2011); biografias publicadas pela família guaneliana.
O que nos ensina
Dom Guanella ensina que toda pessoa tem valor infinito, inclusive quem a sociedade considera "inútil". Ensina a acolher as pessoas com deficiência como filhos, oferecendo não só cuidado, mas trabalho, amizade e lugar na comunidade. Ensina a confiar na Providência e a não parar diante das dificuldades: enquanto houver alguém precisando, há trabalho a fazer.
Milagres
- Reconhecido
O jovem americano curado (canonização)
Para a canonização, a Igreja reconheceu a cura de um jovem dos Estados Unidos, William Glisson, que sofreu grave lesão na cabeça num acidente de patins em 2002 e se recuperou depois que a comunidade guaneliana rezou pedindo a intercessão de Dom Guanella.
- Reconhecido
Cura da beatificação
Para a beatificação (1964), a Igreja examinou outra cura atribuída à sua intercessão, reconhecida segundo as normas da época.
“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.
Curiosidades
- Viveu três anos com Dom Bosco e os salesianos antes de fundar a própria obra.
- Chamava as pessoas com deficiência intelectual de "buoni figli", os "bons filhos".
- A Pia União do Trânsito de São José, que ele fundou para rezar pelos que estão morrendo, reúne membros no mundo inteiro.
- Foi canonizado na mesma cerimônia que São Guido Maria Conforti e Santa Bonifácia Rodríguez Castro, em 2011.
- Os guanelianos, padres e irmãs, estão presentes em vários países, inclusive no Brasil.
Oração
São Luís Guanella, pai dos pobres e dos "bons filhos", que acolheste as pessoas com deficiência e os abandonados com o coração de Deus, ensina-nos a reconhecer o valor de cada vida. Intercede pelas famílias que cuidam de pessoas com deficiência, pelos idosos e pelos que estão no fim da vida. Dá-nos o teu zelo incansável, para não pararmos enquanto houver alguém a socorrer. Amém.
Oração redigida pelo portal Músico Católico.
Para retiro, encontro ou evento
- Tema
- Cada vida tem valor infinito
- Lema
- "Não se pode parar enquanto houver pobres a socorrer"
- Leitura
- Mc 10,13-16 (sugerida)
- Público
- Jovens, crisma, pastoral da pessoa com deficiência, famílias, ministérios de música
- 1Olhar: perceber quem, na comunidade, é tratado como "menos capaz" e fica sem lugar.
- 2Incluir: pensar como a liturgia, o coral ou o grupo podem acolher melhor pessoas com deficiência.
- 3Agir: escolher um gesto concreto de inclusão e assumir com prazo.
Dinâmica: "Todos no coral", 40 min · instrumentos simples, papel e canetas. O grupo ensaia um canto adaptando gestos e ritmos para que todos possam participar, inclusive quem não lê ou não canta, e conversa sobre o que aprendeu.
Quando celebrar
24 de outubro · Fora do calendário · Branco
Não está no Calendário Romano Geral nem no próprio do Brasil. É lembrado no Martirológio em 24 de outubro, dia da morte, e celebrado pela família guaneliana.
Santuários e devoção
- Túmulo: Santuário do Sagrado Coração, Casa da Divina Providência, Como (Itália)
- Terra natal: Fraciscio, Campodolcino, no vale de San Giacomo (Itália)