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Santo

São José Cafasso

São José Cafasso
Giuseppe Cafasso · Enrico Reffo · domínio público · origem

Castelnuovo d'Asti (Itália), 15 de janeiro de 1811 · Turim, 23 de junho de 1860 · canonizado em 1947

  • Presos e condenados
  • Capelães de prisão
  • Pastoral carcerária (devoção)
“Hoje estarás comigo no Paraíso.”
Lc 23,43, palavra de Jesus ao bom ladrão. Versículo escolhido pelo portal: Cafasso chamava os condenados que acompanhava de "meus santos enforcados" e via neles o bom ladrão.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

José Cafasso nasceu em Castelnuovo d'Asti, no Piemonte, numa família de camponeses, a mesma terra onde nasceria João Bosco poucos anos depois. Era pequeno, de saúde frágil e com a coluna curvada, mas tinha inteligência viva e uma piedade que chamava a atenção desde menino. Estudou no seminário de Chieri e foi ordenado padre em 1833.

Foi a Turim completar a formação no Colégio Eclesiástico (Convitto) de São Francisco de Assis, fundado pelo teólogo Luís Guala para preparar padres para a pregação e a confissão. Ali ficou a vida toda: primeiro como aluno, depois como professor de teologia moral e, a partir de 1848, como reitor. Formou uma geração de padres piemonteses, com uma moral mais misericordiosa, inspirada em Santo Afonso de Ligório, contra o rigor jansenista da época. Foi confessor e diretor espiritual de Dom Bosco, a quem ajudou e sustentou nos primeiros anos do Oratório.

Seu apostolado mais conhecido foi nas prisões de Turim. Visitava os presos, ouvia confissões, levava comida e consolo, e acompanhava os condenados à morte até o patíbulo. A tradição conta que assistiu dezenas deles, e que quase todos morreram reconciliados com Deus. Morreu em Turim em 23 de junho de 1860, com 49 anos, e Dom Bosco pregou nas exéquias. Foi beatificado em 1925 por Pio XI e canonizado em 22 de junho de 1947 por Pio XII, que depois o indicou como modelo e padroeiro das prisões italianas e dos seus capelães.

Fontes: Dom Bosco, Biografia do sacerdote José Cafasso (discursos fúnebres publicados em 1860); atas dos processos de beatificação e canonização; papa Bento XVI, audiência geral sobre São José Cafasso (30/6/2010).

O que nos ensina

Cafasso ensina que ninguém está perdido para Deus, nem mesmo quem a sociedade condenou. Ensina a misericórdia sem ingenuidade: firmeza na verdade e ternura com o pecador. Ensina também o valor de um bom confessor e de um bom formador, que trabalha escondido e faz nascer santos à sua volta, como fez com Dom Bosco. Para a pastoral carcerária, ele é exemplo de presença fiel junto de quem vive atrás das grades.

Milagres

  1. Reconhecido

    Curas da beatificação e da canonização

    Para a beatificação (1925) e a canonização (1947), a Igreja examinou curas atribuídas à intercessão de Cafasso, reconhecidas segundo as normas da época.

  2. Tradição

    Os "santos enforcados"

    Os relatos contam que os condenados que ele acompanhou morreram arrependidos, e que ele os chamava de "meus santos enforcados", confiando que estavam salvos. É memória transmitida por Dom Bosco e pelos contemporâneos; o número exato de condenados varia conforme a fonte.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Era conterrâneo de Dom Bosco: os dois nasceram em Castelnuovo d'Asti, hoje chamada Castelnuovo Don Bosco.
  • Conheceu o menino João Bosco numa festa da aldeia, quando ainda era seminarista, e mais tarde foi o grande apoio dele em Turim.
  • Tinha a coluna desviada e baixa estatura, mas era muito procurado como pregador e confessor.
  • Era tio de São José Allamano, fundador dos Missionários da Consolata: a mãe de Allamano era irmã de Cafasso.
  • Seu corpo está no Santuário da Consolata, em Turim, ligado ao Convitto onde ele ensinou.
  • Pio XII o propôs como padroeiro das prisões da Itália em 1948.

Oração

São José Cafasso, pai dos presos e consolador dos condenados, que levaste a misericórdia de Deus até a última hora de tantos irmãos, intercede pelos que estão nas prisões, pelas suas famílias e pelas vítimas da violência. Dá-nos um coração que não condena, mas acompanha e espera a conversão. Ajuda os padres a serem bons confessores e a nós a acreditar que ninguém está longe demais do amor de Cristo. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Ninguém está longe demais de Deus
Lema
"Hoje estarás comigo no Paraíso"
Leitura
Lc 23,39-43 (sugerida)
Público
Adultos, pastoral carcerária, grupos de oração, ministérios de música, catequistas
  1. 1Reconhecer: rezar em silêncio com o diálogo do bom ladrão e perceber onde eu também preciso de misericórdia.
  2. 2Perdoar: lembrar alguém que eu já "condenei" no meu coração e entregá-lo a Deus numa oração.
  3. 3Visitar: conhecer a pastoral carcerária da diocese ou escrever cartas de ânimo para quem está preso, com orientação dos responsáveis.

Dinâmica: "Cartas de esperança", 40 min · papel, canetas, uma vela acesa. Cada participante escreve uma mensagem curta de fé e esperança, sem nome, para ser entregue pela pastoral carcerária; no fim, todos rezam juntos o Pai-Nosso pelos presos.

Quando celebrar

23 de junho · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral nem no próprio do Brasil. É lembrado no Martirológio em 23 de junho, dia da morte, e celebrado em Turim e pela família salesiana.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Santuário da Consolata, Turim (Itália)
  • Onde ensinou: Igreja e antigo Convitto de São Francisco de Assis, Turim
  • Terra natal: Castelnuovo Don Bosco, no Piemonte (Itália)