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Santo

São Gregório de Nissa

São Gregório de Nissa
Gregory of Nyssa · domínio público · origem

Cesareia da Capadócia (atual Kayseri, Turquia), c. 335 · Nissa, c. 395

  • Lembrado como mestre da vida espiritual e da teologia mística
  • Nissa, na Capadócia (sede histórica, localização incerta)
“A verdadeira perfeição é nunca parar de crescer no bem.”
Vida de Moisés, prólogo (I,10), c. 390. Tradução livre e resumida do portal a partir do grego, de domínio público.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Gregório nasceu numa família de santos na Capadócia: era irmão mais novo de São Basílio Magno e de Santa Macrina, a Jovem, e neto de Macrina, a Velha. Teve saúde frágil e foi formado sobretudo em casa e pelo irmão Basílio, a quem chamava de "pai e mestre". Foi leitor na Igreja, mas deixou esse serviço para ensinar retórica. Provavelmente se casou; alguns estudiosos identificam como sua esposa a Teosébia que Gregório Nazianzeno elogia numa carta.

Por volta de 372, Basílio, então arcebispo de Cesareia, o fez bispo de Nissa, pequena cidade da Capadócia, para fortalecer a fé nicena contra os arianos, que negavam a divindade plena do Filho. Gregório não tinha talento para a administração: acusado pelos partidários do arianismo, protegidos pelo imperador Valente, foi deposto e exilado em 376. Voltou em 378, depois da morte de Valente, e foi recebido com festa pelo povo.

Em 379, depois da morte de Basílio, visitou a irmã Macrina já moribunda e recolheu dela as conversas que transformaria em livros. Teve papel de destaque no Concílio de Constantinopla, em 381, que completou o Credo e afirmou a divindade do Espírito Santo. Foi pregador oficial em cerimônias da corte e escreveu obras de teologia e de vida espiritual, como a Vida de Moisés e as Homilias sobre o Cântico dos Cânticos. Morreu por volta de 395.

Fontes: Obras e cartas de São Gregório de Nissa, especialmente a Vida de Macrina, a Vida de Moisés e o Contra Eunômio; cartas de São Basílio e de São Gregório Nazianzeno; papa Bento XVI, catequeses sobre São Gregório de Nissa (2007).

O que nos ensina

Gregório ensina que a vida espiritual é uma subida sem fim: quanto mais conhecemos a Deus, mais desejamos conhecê-lo, porque Ele é infinito. Os estudiosos chamam essa ideia de "epéctase", o lançar-se sempre para frente, de que fala São Paulo. Ensina também que o ser humano é imagem de Deus e por isso tem uma dignidade que nenhuma condição social apaga: ele foi uma das vozes mais fortes da Antiguidade contra a escravidão. E mostra, com a própria história, que um bispo pouco hábil na administração pode ser um grande mestre de oração.

Milagres

  1. Tradição

    Sem milagres atribuídos nas fontes

    As fontes antigas não lhe atribuem milagres extraordinários. Sua santidade foi reconhecida pela doutrina, pela defesa da fé e pela vida de oração. O II Concílio de Niceia (787) chegou a chamá-lo de "pai dos pais".

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Na quarta homilia sobre o Eclesiastes, condenou a escravidão como contrária à dignidade humana, coisa rara no mundo antigo: "Quem pode comprar a imagem de Deus?", pergunta ele.
  • Escreveu a Vida de Macrina, biografia da própria irmã, um dos textos mais antigos dedicados a uma mulher na literatura cristã.
  • O Diálogo sobre a alma e a ressurreição é uma conversa com Macrina no leito de morte, em que ela aparece como a mestra e ele como o aluno.
  • Com o irmão Basílio e o amigo Gregório Nazianzeno, forma o trio chamado "Padres Capadócios".
  • Não é doutor da Igreja no Ocidente, mas é muito estudado por teólogos católicos e ortodoxos como um dos maiores pensadores do século IV.
  • O local exato de Nissa é incerto; arqueólogos a situam perto da atual Harmandalı, na região de Nevşehir, na Turquia.

Oração

São Gregório de Nissa, que aprendeste a fé em família e subiste sem cansar a montanha de Deus, ensina-nos a nunca parar de crescer no bem. Livra-nos da acomodação e do orgulho, e dá-nos sede de conhecer mais o Senhor. Intercede pelas famílias, pelos que ensinam e pelos que defendem a dignidade de cada pessoa. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Sempre mais: a subida para Deus
Lema
"Esquecendo o que fica para trás"
Leitura
Fl 3,12-16 (sugerida)
Público
Jovens, ministérios, grupos de oração, adultos em formação
  1. 1Parar: em que ponto da minha fé eu me acomodei e acho que "já sei o bastante"? Momento pessoal de silêncio.
  2. 2Subir: como Moisés no monte, escolher um passo concreto para crescer: oração, leitura bíblica, um serviço.
  3. 3Dignidade: quem, perto de mim, é tratado como coisa e não como imagem de Deus? O que posso fazer?

Dinâmica: "A escada de Moisés", 40 min · cartolina com uma escada desenhada, papéis adesivos, canetas. Cada um cola no degrau seguinte o passo que quer dar; no fim, canto de envio.

Quando celebrar

10 de janeiro · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral nem no calendário próprio do Brasil. É lembrado no Martirológio Romano e nas Igrejas bizantinas em 10 de janeiro; alguns calendários o recordam em 9 de março.

Santuários e devoção

  • Sua sede: Nissa, na Capadócia (Turquia), de localização incerta. Não se conhece túmulo.
  • Terra natal: Cesareia da Capadócia, atual Kayseri (Turquia)
  • Afresco antigo: Catedral de Santa Sofia de Kiev (Ucrânia), com a sua imagem entre os Padres da Igreja