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Santo

São Germano de Auxerre

São Germano de Auxerre
StGermanus · domínio público · origem

Auxerre (França), c. 378 · Ravena (Itália), 31 de julho de 448 · santo por tradição antiga, sem canonização formal

  • Auxerre
  • País de Gales e Bretanha (por tradição)
“O Senhor é minha luz e minha salvação: de quem terei medo?”
Sl 27(26),1, versículo escolhido pelo portal pela confiança com que Germano enfrentou viagens, heresias e exércitos. Não é fala do santo, que não deixou escritos seguros.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Germano nasceu em Auxerre, na Borgonha, por volta de 378, numa família nobre galo-romana. Estudou direito em Roma, foi advogado e casou-se com Eustáquia. Voltou à Gália como alto funcionário do Império e governou a região. Contam que gostava muito de caçar e pendurava os troféus numa árvore no centro da cidade, costume pagão que o bispo Amador mandou cortar.

Em 418, com a morte de Amador, o povo e o clero o escolheram bispo de Auxerre, quase à força. Germano mudou de vida: adotou grande pobreza e penitência, passou a viver com a esposa como irmãos, fundou um mosteiro e acolhia peregrinos e pobres. Em 429, a pedido dos bispos da Gália, com aprovação do papa, foi com São Lupo de Troyes à Bretanha (atual Grã-Bretanha) para enfrentar o pelagianismo, que negava a necessidade da graça. Debateu em público com os pelagianos e animou os cristãos da ilha.

No caminho, em Nanterre, perto de Paris, conheceu uma menina chamada Genoveva e a consagrou a Deus: seria Santa Genoveva, padroeira de Paris. Por volta de 445 voltou à Bretanha, provavelmente com o bispo Severo de Tréveris. No fim da vida foi a Ravena pedir ao imperador clemência para o povo da Armórica, que se havia revoltado, e morreu ali em 31 de julho de 448. Seu corpo foi levado de volta a Auxerre num longo cortejo.

Fontes: Constâncio de Lyon, Vida de São Germano de Auxerre (c. 480); Próspero de Aquitânia, Crônica (sobre a missão de 429); Beda, História eclesiástica do povo inglês, livro I, capítulos 17 a 21 (século VIII), que retoma Constâncio.

O que nos ensina

Germano ensina que a conversão pode chegar em qualquer idade e mudar até um homem poderoso e cheio de vaidades. Ensina a defender a fé com argumentos e com caridade, e a pôr a autoridade a serviço dos fracos, como fez até o último dia, intercedendo por um povo em perigo. E mostra que o louvor a Deus tem força: um Aleluia cantado com fé pode mais que as armas.

Milagres

  1. Tradição

    A vitória do Aleluia

    Constâncio conta que, na Bretanha, os cristãos foram atacados por pictos e saxões. Germano, que fora militar, preparou os fiéis recém-batizados na Páscoa e mandou que, no momento do ataque, todos gritassem três vezes "Aleluia". O som ecoou nas montanhas, os inimigos fugiram em pânico e a vitória veio sem sangue. O episódio pode ter base histórica, mas os detalhes vêm de uma biografia escrita 30 anos depois.

  2. Tradição

    Curas na Bretanha e na Gália

    A mesma Vida narra a cura da filha cega de um tribuno na Bretanha e muitas outras curas e libertações. São relatos devotos do século V, sem exame formal.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • A tradição diz que ele venceu uma batalha cantando: o grito de guerra foi um Aleluia.
  • A igreja de Saint-Germain-l'Auxerrois, em frente ao Louvre, em Paris, leva o nome dele.
  • Foi ele quem descobriu a vocação de Santa Genoveva, ainda menina.
  • Não confundir com São Germano de Paris, bispo do século VI, que também tem página no portal.
  • A cripta da abadia de Saint-Germain, em Auxerre, guarda pinturas do século IX, das mais antigas da França.
  • Várias igrejas antigas no País de Gales e na Cornualha levam o nome dele, sinal da memória deixada pelas missões.

Oração

São Germano, pastor de Auxerre, que deixaste as honras do mundo para servir a Cristo e ao seu povo, ensina-nos a mudar de vida quando o Senhor nos chama. Dá-nos firmeza para defender a fé e caridade para com quem pensa diferente. Que o nosso Aleluia, cantado com fé, vença o medo e as divisões, e que saibamos interceder pelos que estão em perigo. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
A força do louvor
Lema
"Aleluia!"
Leitura
2Cr 20,20-22 e Ap 19,1-7 (sugeridas)
Público
Ministérios de música, grupos de oração, jovens, crisma
  1. 1Nomear: cada um escreve, em silêncio, um medo ou uma batalha que enfrenta hoje.
  2. 2Confiar: ler 2Cr 20, em que o povo vence cantando, e entregar a batalha a Deus.
  3. 3Louvar: o grupo canta junto um Aleluia, três vezes, como os cristãos da Bretanha.

Dinâmica: "O Aleluia que ecoa", 30 min · violão, papéis e uma caixa. Cada um coloca seu medo escrito na caixa; o grupo canta um Aleluia em forma de cânon, cada voz entrando por vez, como um eco nas montanhas.

Quando celebrar

31 de julho · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral; no Brasil, 31 de julho é a memória de Santo Inácio de Loyola. É lembrado no Martirológio Romano nesse dia; a diocese de Auxerre (hoje arquidiocese de Sens-Auxerre) o celebra também em 1º de outubro, data da trasladação.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Abadia de Saint-Germain, Auxerre (França), com a cripta carolíngia
  • Paris: Igreja de Saint-Germain-l'Auxerrois, diante do Louvre