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Santo

São Celestino V

São Celestino V
Celestine V Castel Nuovo Napoli n02 · Niccolò di Tommaso · domínio público · origem

Molise (Itália), c. 1210 · Fumone, 19 de maio de 1296 · papa de julho a dezembro de 1294 · canonizado em 1313

  • L'Aquila
  • Encadernadores (devoção)
  • Quem busca o silêncio e a oração (devoção)
“Deixei o trono pela minha cela, porque a alma vale mais que o mundo.”
Síntese do portal das razões que Celestino deu na renúncia de 13 de dezembro de 1294 (humildade, fraqueza, desejo de vida mais perfeita e de paz). Não é citação literal: trocar pelo texto da bula ou da declaração de renúncia antes da conferência.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Pedro Angelerio nasceu no Molise, no sul da Itália, numa família de camponeses, o décimo primeira de doze crianças. Entrou para os beneditinos e, ainda jovem, foi viver como eremita no monte Morrone e na Majella, nos Abruzos. A fama de santidade atraiu discípulos, e ele fundou uma congregação de eremitas que mais tarde seria chamada de Celestinos.

Em 1294, a Igreja estava sem papa havia mais de dois anos, porque os cardeais não chegavam a acordo. Pedro escreveu-lhes advertindo do castigo de Deus pela demora, e os cardeais, de modo surpreendente, elegeram o próprio eremita, já com mais de oitenta anos. Ele aceitou e foi coroado em L'Aquila, em agosto, com o nome de Celestino V. Concedeu então o "Perdão", uma indulgência para quem visitasse a basílica de Collemaggio, em L'Aquila, confessado e arrependido.

Sem experiência de governo e manipulado por interesses políticos, sentiu que não conseguia conduzir a Igreja. Depois de cinco meses, em 13 de dezembro de 1294, renunciou ao papado, decisão rara na história. O sucessor, Bonifácio VIII, temendo que ele fosse usado por rivais, manteve-o vigiado no castelo de Fumone, onde morreu em 19 de maio de 1296. Foi canonizado em 1313 por Clemente V.

Fontes: Vita de São Pedro Celestino (escrita por discípulos, início do século XIV); bula de canonização de Clemente V (1313); bula do Perdão (29 de setembro de 1294); papa Bento XVI, discurso em Sulmona (2010).

O que nos ensina

Celestino V ensina a liberdade de quem não se apega ao poder. Mostra que reconhecer os próprios limites também pode ser um ato de humildade e de amor à Igreja. E, com a vida de eremita, lembra que o silêncio e a oração são a fonte de todo serviço verdadeiro, inclusive o de quem canta.

Milagres

  1. Reconhecido

    Curas examinadas na canonização

    Para a canonização de 1313, foram ouvidas testemunhas de curas atribuídas a ele, em vida e depois da morte, num dos primeiros processos de canonização bem documentados.

  2. Tradição

    O manto pendurado no raio de sol

    Uma lenda popular conta que, ao chegar diante do papa em Lião, ele pendurou o manto num raio de sol. É um relato devoto, sem base documental.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • A "Perdonanza Celestiniana", celebrada todo ano em L'Aquila no fim de agosto, foi reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural imaterial em 2019.
  • Em 2009, depois do terremoto de L'Aquila, o papa Bento XVI visitou o túmulo dele e deixou ali o pálio que usara no início do pontificado. Em 2013, Bento XVI também renunciou ao papado.
  • Alguns leem a referência de Dante a quem "fez por covardia a grande recusa" (Inferno III) como alusão a Celestino. A interpretação é discutida, e a Igreja o venera como santo.
  • Foi canonizado com o nome de "Pedro Confessor", e não como papa.
  • A ordem dos Celestinos, que fundou, chegou a ter dezenas de mosteiros e foi extinta no fim do século XVIII.

Oração

São Celestino, homem do silêncio e da oração, que não te apegaste ao poder e preferiste a liberdade dos filhos de Deus, ensina-nos a buscar a vontade do Senhor acima de tudo. Dá-nos humildade para reconhecer os nossos limites e coragem para servir onde Deus quiser. Que a nossa música nasça do silêncio e conduza à paz. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
O silêncio que liberta
Lema
"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus" (Sl 45(46),11)
Leitura
Mc 10,42-45 (sugerida)
Público
Ministérios de música, lideranças, jovens, grupos de oração
  1. 1Silenciar: quinze minutos de silêncio completo, sem celular, diante de uma vela acesa.
  2. 2Soltar: perguntar a que posição, título ou controle estamos apegados no serviço.
  3. 3Servir: escolher um serviço escondido para a semana, que ninguém vai ver.

Dinâmica: "A cela", 40 min · cadeiras espalhadas, folhas e canetas. Cada um escolhe um canto da sala como sua "cela" e escreve uma carta a Deus sobre o que precisa deixar; no fim, o grupo canta junto, em voz baixa, um refrão de oração.

Quando celebrar

19 de maio · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral. É lembrado no Martirológio Romano em 19 de maio e celebrado em L'Aquila e nos Abruzos.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Basílica de Santa Maria de Collemaggio, L'Aquila (Itália)
  • Eremitério: Eremitério de Santo Onofre no monte Morrone, Sulmona (Itália)
  • Onde morreu: Castelo de Fumone, Lácio (Itália)