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Santo

São Bento José Labre

São Bento José Labre
St. Benedict J. Labre - Cathedral of St-Bertrand-de-Comminges - France 2014 · José Luiz · CC BY-SA 3.0 · origem

Amettes (França), 26 de março de 1748 · Roma, 16 de abril de 1783 · canonizado em 1881

  • Peregrinos
  • Moradores de rua e sem-teto
  • Mendigos
  • Pessoas com sofrimento mental (devoção popular)
“As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.”
Mt 8,20. Bento José falava pouco e não deixou escritos; há frases atribuídas a ele pelo confessor, mas sem texto seguro. O versículo foi escolhido pelo portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Bento José nasceu em Amettes, no norte da França, o mais velho de uma família numerosa de pequenos comerciantes e lavradores. Foi educado por um tio padre e desde jovem quis ser monge. Tentou entrar na Trapa, na Cartuxa e na abadia de Sept-Fons, mas foi recusado ou mandado embora por causa da saúde frágil e do temperamento, que os superiores julgaram inadequado para a vida comunitária.

Por volta de 1770, entendeu que a sua vocação era outra: ser peregrino pobre. Durante anos caminhou a pé pela Europa, visitando santuários como Loreto, Assis, Santiago de Compostela, Einsiedeln e Bari, dormindo ao relento, vestido com roupas gastas, vivendo de esmolas e repartindo o que recebia com outros pobres. Rezava o terço, lia o breviário e passava horas diante do Santíssimo.

A partir de 1777 ficou em Roma, dormindo nas ruínas do Coliseu e passando os dias nas igrejas onde havia a adoração das Quarenta Horas, por isso o chamavam "o pobre das Quarenta Horas". Em 16 de abril de 1783, Quarta-feira Santa, desmaiou nos degraus da igreja de Santa Maria dei Monti e morreu na casa de um açougueiro vizinho, com 35 anos. As crianças saíram pelas ruas gritando "morreu o santo". Foi beatificado por Pio IX em 1860 e canonizado por Leão XIII em 8 de dezembro de 1881.

Fontes: Giuseppe Loreto Marconi, seu confessor, biografia publicada logo depois da morte (1783 e edições seguintes); atas do processo de beatificação e canonização; bula de canonização de Leão XIII (1881).

O que nos ensina

Bento José ensina que Deus pode chamar alguém por um caminho que não cabe em nenhum molde. Rejeitado pelos mosteiros, ele não desistiu: fez da estrada o seu claustro e da pobreza a sua oração. Ensina a olhar com outros olhos as pessoas em situação de rua, tantas vezes evitadas, e lembra que a adoração silenciosa diante da Eucaristia sustenta uma vida inteira, mesmo sem casa.

Milagres

  1. Reconhecido

    Curas logo depois da morte

    Nos meses seguintes à morte, o confessor registrou dezenas de curas atribuídas à sua intercessão em Roma, e o túmulo virou lugar de peregrinação. Para a beatificação e a canonização, a Igreja examinou curas segundo as normas da época.

  2. Tradição

    A multiplicação do pão

    Contam relatos devotos que, ao repartir o pão recebido de esmola com outros pobres, ele sempre parecia ter o bastante para todos. É tradição, sem prova histórica.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Seu túmulo está na igreja de Santa Maria dei Monti, em Roma, perto do lugar onde caiu.
  • Calcula-se que tenha caminhado mais de 30 mil quilômetros a pé em peregrinações pela Europa.
  • Um pastor protestante norte-americano, John Thayer, que estava em Roma em 1783, converteu-se ao catolicismo depois de acompanhar a comoção causada pela morte dele.
  • O poeta francês Paul Verlaine escreveu um soneto em sua homenagem.
  • Nas imagens, aparece com roupa remendada, cajado, terço e uma cabaça de peregrino.
  • Muitas obras que acolhem pessoas em situação de rua levam o nome dele.

Oração

São Bento José Labre, peregrino pobre que fizeste da estrada o teu caminho para Deus, intercede pelos moradores de rua, pelos migrantes, pelos peregrinos e por todos os que não têm onde morar. Abre o nosso coração para vê-los como irmãos e não como estorvo. Ensina-nos a encontrar Jesus no sacrário e no rosto do pobre. Que o nosso canto chegue também a quem dorme nas calçadas. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Peregrinos sem casa
Lema
"O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça"
Leitura
Mt 25,31-46 (sugerida)
Público
Jovens, pastoral do povo de rua, vicentinos, crisma, ministérios de música
  1. 1Caminhar: fazer um trecho do encontro a pé, em silêncio, rezando o terço como um peregrino.
  2. 2Adorar: meia hora diante do Santíssimo, entregando a Jesus as pessoas que vivem nas ruas da cidade.
  3. 3Encontrar: combinar com uma pastoral séria uma noite de visita, levando comida, escuta e música.

Dinâmica: "A mochila do peregrino", 40 min · uma mochila, papéis e canetas. Cada um escreve o que poderia deixar para trás para viver mais leve e o que levaria para um irmão de rua; no fim, o grupo reza e define uma doação concreta.

Quando celebrar

16 de abril · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral nem no calendário do Brasil; aparece no Martirológio Romano em 16 de abril. A data costuma cair na Quaresma ou no Tempo Pascal. Confirmar no calendário da diocese.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Igreja de Santa Maria dei Monti, Roma (Itália)
  • Onde morreu: Casa onde morreu, na Via dei Serpenti, perto de Santa Maria dei Monti, Roma
  • Terra natal: Casa natal e igreja em Amettes, Pas-de-Calais (França)