Santo
Santo Alberto Magno

Lauingen (Baviera), c. 1200 · Colônia (Alemanha), 15 de novembro de 1280 · canonizado e proclamado doutor da Igreja em 1931
- Cientistas e estudantes de ciências naturais
- Filósofos
- Estudantes
“A ciência da natureza não consiste em aceitar o que outros contam, mas em procurar as causas nas próprias coisas.”
Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.
Vida
Alberto nasceu na Suábia, numa família de cavaleiros, por volta de 1200 (as fontes variam entre 1193 e 1206). Estudou em Pádua, onde conheceu a Ordem dos Pregadores, fundada havia pouco por São Domingos, e entrou nela por volta de 1223. Foi professor em várias casas de estudo da Alemanha e, em 1245, foi mandado a Paris, a universidade mais importante da época.
Em Paris e depois em Colônia, teve como aluno um jovem italiano calado, Tomás de Aquino, de quem foi mestre e defensor por toda a vida. Escreveu sobre quase tudo: teologia, filosofia, Escritura, mas também plantas, animais, minerais e astronomia, sempre observando por conta própria. Foi provincial dos dominicanos na Alemanha e, de 1260 a 1262, bispo de Ratisbona, cargo que deixou para voltar a ensinar.
Já idoso, em 1277, foi a Paris defender o pensamento de Tomás, que tinha morrido três anos antes. Morreu em Colônia em 15 de novembro de 1280. Pela amplitude do saber, recebeu ainda em vida o título de "Magno" e o de "Doutor Universal". Foi beatificado em 1622 e, em 1931, Pio XI o declarou santo e doutor da Igreja ao mesmo tempo. Em 1941, Pio XII o fez padroeiro dos cientistas.
Fontes: Obras do próprio Alberto (Opera omnia); Pio XI, decreto In thesauris sapientiae (1931); Pio XII, breve Ad Deum per rerum naturam (1941); papa Bento XVI, catequese sobre Santo Alberto Magno (2010).
O que nos ensina
Alberto ensina que a fé não tem medo da razão nem da ciência. Para ele, estudar a natureza com cuidado era uma forma de conhecer melhor o Criador. Ensina também a humildade do mestre que se alegra quando o aluno o supera, como aconteceu com Tomás de Aquino, e a deixar cargos importantes para servir onde se é mais útil.
Milagres
- Tradição
O dom do saber pedido a Nossa Senhora
Uma tradição dominicana conta que, jovem e com dificuldade nos estudos, Alberto pediu ajuda à Virgem Maria e recebeu dela a inteligência, com o aviso de que a perderia antes de morrer. De fato, nos últimos anos, sua memória falhou. O relato é devoto, sem prova histórica.
- Reconhecido
Canonização sem processo de milagre
Alberto foi declarado santo por canonização chamada "equipolente": o papa reconheceu um culto antigo e contínuo, sem exigir o exame de um novo milagre. Por isso não há cura aprovada ligada à sua canonização.
“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.
Curiosidades
- Uma tradição conta que os colegas chamavam Tomás de Aquino de "boi mudo" e que Alberto respondeu: "Vocês o chamam de boi mudo, mas um dia os mugidos dele vão se ouvir no mundo inteiro."
- Como bispo, viajava a pé pela diocese, o que lhe rendeu o apelido popular de "bispo das botas".
- Escreveu descrições de plantas e animais que observou pessoalmente, algumas usadas por naturalistas durante séculos.
- Lendas medievais o transformaram em mago e alquimista. A Igreja e os historiadores tratam essas histórias como fantasia.
- O título de "Magno" (grande) foi dado a ele ainda em vida, coisa raríssima.
Oração
Santo Alberto Magno, que buscaste a Deus nos livros e nas criaturas, ajuda-nos a estudar com honestidade e a ver a mão do Criador em tudo o que existe. Livra-nos da preguiça e da soberba, e dá-nos a alegria de ensinar e de aprender. Que o nosso canto e o nosso trabalho sejam louvor ao Deus que tudo fez com sabedoria. Amém.
Oração redigida pelo portal Músico Católico.
Para retiro, encontro ou evento
- Tema
- Fé e razão: os dois olhos com que vemos Deus
- Lema
- "Os céus narram a glória de Deus" (Sl 18,2)
- Leitura
- Sb 13,1-9 (sugerida)
- Público
- Universitários, estudantes, professores, crisma, grupos de jovens
- 1Observar: sair em silêncio por 15 minutos e anotar uma coisa da natureza que desperta admiração.
- 2Perguntar: em grupo, partilhar as dúvidas de fé que o estudo levanta, sem medo.
- 3Louvar: transformar a observação em uma frase de louvor e cantar um salmo da criação.
Dinâmica: "O caderno do naturalista", 40 min · papel, lápis, lupa se houver. Cada um desenha o que observou e escreve embaixo um versículo que combine.
Quando celebrar
15 de novembro · Memória facultativa · Branco
Santuários e devoção
- Túmulo: Igreja de Santo André (St. Andreas), Colônia (Alemanha)
- Terra natal: Lauingen, na Baviera, com monumento a ele na praça principal (Alemanha)