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Santo

Santa Maria Crocifissa di Rosa

Santa Maria Crocifissa di Rosa
Santa Maria Crocifissa Di Rosa · This picture belongs to Xavier Caré. Please credit : Xavier Caré / Wikimedia Commons / CC-BY-SA. If you would like special permission to use, license, or purchase the image please contact me to negotiate terms. I'd appreciate if you could let me know about it or mail me ( xavier.carepm.me) if you want to use this picture out of the Wikimedia project scope. · CC BY-SA 3.0 · origem

Bréscia (Itália), 6 de novembro de 1813 · Bréscia (Itália), 15 de dezembro de 1855 · canonizada em 1954

  • Servas da Caridade (fundadora)
  • Enfermeiros e cuidadores de doentes (devoção)
  • Bréscia (devoção)
“Eu estava doente, e cuidastes de mim.”
Mt 25,36. Versículo escolhido pelo portal, que resume a sua vida de serviço aos doentes; não é frase dela.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Paola di Rosa nasceu em Bréscia, na Lombardia, numa família nobre e rica. Perdeu a mãe aos onze anos e foi educada pelas Irmãs da Visitação. O pai queria casá-la, mas ela pediu para permanecer livre para Deus. Ainda jovem, começou a cuidar das moças que trabalhavam na fábrica de seda da família, em Acquafredda, organizando para elas catequese, retiros e uma casa de acolhida.

Em 1836, quando a cólera atingiu Bréscia, ofereceu-se para servir no hospital, sem medo do contágio, e ali descobriu a sua missão. Com outras moças dispostas a cuidar dos doentes, fundou em 1840 as Servas da Caridade (Ancelle della Carità), dedicadas ao serviço nos hospitais. Ao professar, tomou o nome de Maria Crocifissa, Maria Crucificada.

Em 1849, durante os combates conhecidos como as Dez Jornadas de Bréscia, as irmãs cuidaram dos feridos dos dois lados, e a fundadora intercedeu pela segurança dos doentes diante dos soldados. A congregação foi aprovada por Pio IX em 1850 e logo se espalhou por outras cidades. Desgastada pelo trabalho, morreu em Bréscia em 15 de dezembro de 1855, aos 42 anos. Foi beatificada por Pio XII em 1940 e canonizada também por ele em 12 de junho de 1954.

Fontes: Site oficial das Servas da Caridade (Ancelle della Carità); Santa Sé, decreto e homilia da canonização (1954); biografias publicadas pela congregação e pela diocese de Bréscia.

O que nos ensina

Maria Crocifissa ensina que cuidar dos doentes é cuidar do próprio Cristo, sobretudo quando o serviço é perigoso, cansativo e escondido. Ensina que a caridade não escolhe lado: na guerra, os feridos de qualquer bandeira eram para ela irmãos. E mostra que uma vida curta, inteira doada, pode deixar uma obra que atravessa os séculos.

Milagres

  1. Reconhecido

    Curas da beatificação e da canonização

    Para a beatificação (1940) e a canonização (1954), a Igreja reconheceu curas atribuídas à sua intercessão. Os casos precisam ser identificados e conferidos antes de detalhar.

  2. Tradição

    O crucifixo diante dos soldados

    Conta-se que, em 1849, ela se colocou diante de soldados que queriam invadir um hospital, segurando um crucifixo, e eles recuaram. A cena é tradicional nas biografias, mas os detalhes não estão documentados com segurança.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Escolheu o nome religioso Maria Crocifissa, Maria Crucificada, por amor à Paixão de Cristo.
  • Começou o apostolado entre as operárias da fábrica de seda do próprio pai.
  • Fundou uma congregação de enfermagem num tempo em que não existiam escolas de enfermagem como as de hoje.
  • Morreu com apenas 42 anos, quinze depois de fundar as Servas da Caridade.
  • Foi canonizada em 1954, Ano Mariano proclamado por Pio XII.

Oração

Santa Maria Crocifissa di Rosa, que reconheceste Cristo crucificado em cada doente e ferido, intercede pelos enfermeiros, médicos, cuidadores e por todos os que sofrem nos hospitais. Dá-nos coragem para servir sem medo e caridade que não escolhe a quem amar. Que o nosso canto leve consolo aos que estão na dor. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Cristo no leito do doente
Lema
"Eu estava doente, e cuidastes de mim"
Leitura
Mt 25,31-40 (sugerida)
Público
Jovens, crisma, pastoral da saúde, ministros extraordinários da comunhão, ministérios de música
  1. 1Lembrar: quem eu conheço que está doente ou sozinho? Escrever o nome e rezar por essa pessoa.
  2. 2Medo: o que me afasta de quem sofre: desconforto, falta de tempo, não saber o que dizer?
  3. 3Visitar: combinar em grupo uma visita a um doente, asilo ou hospital, levando oração e música.

Dinâmica: "Canto para quem sofre", 40 min · violão, papéis e canetas. O grupo escolhe e ensaia dois ou três cantos de consolo e escreve cartões para entregar numa visita a doentes da paróquia.

Quando celebrar

15 de dezembro · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral nem no próprio do Brasil. É lembrada no Martirológio em 15 de dezembro, dia da morte, e celebrada em Bréscia e pelas Servas da Caridade. A data cai no Advento.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Casa-mãe das Servas da Caridade, Bréscia (Itália)
  • Origem: Acquafredda (Itália), onde ficava a fábrica de seda da família