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Santo

Santa Edwiges

Andechs (Baviera), por volta de 1174 · Trzebnica (Silésia), 15 de outubro de 1243 · canonizada em 1267

  • Silésia
  • Pobres e endividados (devoção popular no Brasil)
  • Viúvas
“Abre a mão ao pobre e estende os braços ao necessitado.”
Pr 31,20, paráfrase do portal. Trecho do elogio da mulher forte, lido na sua festa.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Edwiges era filha dos condes de Andechs, na Baviera. Aos doze anos foi dada em casamento a Henrique, que se tornaria duque da Silésia, região hoje polonesa. Tiveram sete filhos, e ela viveu de perto a dor de enterrar a maioria deles.

Usou a posição de duquesa para servir: fundou com o marido o mosteiro cisterciense de Trzebnica, abriu hospitais, visitava presos e pagava as dívidas de quem estava na cadeia por não conseguir quitá-las. Vivia com grande austeridade, andando descalça mesmo no inverno.

Viúva em 1238, perdeu em 1241 o filho Henrique, morto na batalha de Legnica contra os mongóis. Recebeu a notícia com uma fé que impressionou os contemporâneos. Retirou-se para o mosteiro de Trzebnica, onde morreu em 1243. Foi canonizada pelo papa Clemente IV em 1267.

Fontes: Bula de canonização de Clemente IV (1267); Legenda maior de Santa Edwiges (séc. XIII-XIV); Códice de Santa Edwiges (1353).

O que nos ensina

Edwiges ensina que poder e dinheiro existem para servir. Duquesa, ela se fez próxima dos presos, dos doentes e dos endividados, pagando dívidas que esmagavam famílias. Ensina também a atravessar o luto com fé: perdeu marido e filhos e não perdeu a confiança em Deus.

Milagres

  1. Reconhecido

    Milagres da canonização

    O processo de canonização, concluído em 1267, examinou curas atribuídas à sua intercessão junto ao túmulo, em Trzebnica.

  2. Tradição

    Os sapatos nas mãos

    Conta-se que andava descalça por penitência e, quando o confessor mandou que usasse sapatos, passou a carregá-los nas mãos. Por isso algumas imagens a mostram com sapatos na mão.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • No Brasil, ficou conhecida como padroeira dos endividados por causa das dívidas de presos que ela pagava. É devoção popular, não um padroado oficial.
  • Era tia de Santa Isabel da Hungria, outra santa conhecida pela caridade.
  • Sua filha Gertrudes foi abadessa do mosteiro de Trzebnica, onde a mãe está sepultada.
  • O dia 16 de outubro é dia de grandes filas nas igrejas dedicadas a ela, especialmente em São Paulo.
  • Só três dos sete filhos chegaram à idade adulta.

Oração

Santa Edwiges, que usaste o que tinhas para libertar os presos e aliviar os endividados, intercede pelas famílias que carregam dívidas e preocupações. Ensina-nos a administrar com honestidade o que recebemos e a repartir com quem precisa. Dá-nos a tua fé nas horas de perda, para que nada nos separe do amor de Deus. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Mãos abertas: o dinheiro a serviço da vida
Lema
"Abre a mão ao pobre"
Leitura
Lc 16,9-13 (sugerida)
Público
Casais, famílias, pastoral social, grupos de oração
  1. 1Dívidas: que dívidas pesam em mim: de dinheiro, de perdão, de gratidão?
  2. 2Partilha: o que eu tenho que pode aliviar a vida de alguém nesta semana?
  3. 3Gesto: o grupo combina uma ação concreta: visita a um presídio, cesta básica, ajuda a uma família.

Dinâmica: "Mãos abertas, mãos fechadas", 30 min · papel, canetas, uma cesta no centro.

Quando celebrar

16 de outubro · Memória facultativa · Branco

Santuários e devoção

  • Túmulo: Basílica de Santa Edwiges, Trzebnica (Polônia)
  • Catedral: Catedral de Santa Edwiges, Berlim (Alemanha)
  • No Brasil: Igrejas dedicadas a ela recebem multidões em 16 de outubro; listar com fonte da diocese