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Santo

Santa Edviges, rainha da Polônia

Santa Edviges, rainha da Polônia
Portrait of Queen Jadwiga of Poland. · Jan Matejko · domínio público · origem

Buda (Hungria), 1373 ou 1374 · Cracóvia, 17 de julho de 1399 · canonizada em 1997

  • Polônia
  • Rainhas e governantes
  • Universidade Jaguelônica
  • Europa unida (devoção popular)
“Quem quiser ser grande entre vós, seja aquele que vos serve.”
Mt 20,26. Versículo escolhido pelo portal; não há frase autêntica curta da rainha conservada com segurança.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Atenção: esta não é a Santa Edwiges da Silésia (16 de outubro), a padroeira dos endividados, que viveu no século XIII e tem página própria no portal. Esta Edviges, em polonês Jadwiga, foi rainha da Polônia no fim do século XIV. Era a filha mais nova de Luís I, rei da Hungria e da Polônia, e de Isabel da Bósnia, e nasceu em Buda por volta de 1373 ou 1374.

Depois da morte do pai, os nobres poloneses a escolheram como soberana, e ela foi coroada em Cracóvia em 16 de outubro de 1384, com cerca de dez anos, com o título de "rei" (rex) da Polônia. Estava prometida a Guilherme de Habsburgo, mas, pelo acordo de Krewo (1385), aceitou casar-se com Jogaila, grão-duque da Lituânia, que ainda não era cristão. Ele foi batizado com o nome de Ladislau, e o casamento, em fevereiro de 1386, abriu caminho para o batismo da Lituânia, último povo pagão da Europa.

Edviges cuidou da fé e da cultura: ajudou a evangelização lituana, fundou em Praga um colégio para estudantes lituanos, apoiou hospitais e igrejas e procurou a paz nas disputas com a Ordem Teutônica. Deixou suas joias para restaurar a Universidade de Cracóvia, refundada em 1400. Morreu em 17 de julho de 1399, com cerca de 25 anos, poucos dias depois da morte da filha recém-nascida, Isabel Bonifácia. Foi sepultada na Catedral de Wawel e canonizada por João Paulo II em Cracóvia, em 8 de junho de 1997.

Fontes: Crônica de Jan Długosz (séc. XV); documentos da chancelaria real polonesa e do acordo de Krewo (1385); papa São João Paulo II, homilia da canonização em Błonia, Cracóvia (8 de junho de 1997).

O que nos ensina

Edviges ensina que o poder é serviço. Ainda muito jovem, aceitou renunciar ao casamento que desejava para o bem de dois povos e a difusão da fé. Ensina a unir oração e responsabilidade pública, a cuidar dos pobres e da educação e a buscar a paz por meio do diálogo. Mostra que uma vida curta pode deixar frutos que atravessam séculos.

Milagres

  1. Tradição

    A pegada da rainha

    Uma lenda de Cracóvia conta que a rainha deu a fivela do próprio sapato a um pedreiro pobre que trabalhava na igreja carmelita "Na Piasku", e que no lugar ficou marcada na pedra a sua pegada, ainda mostrada ali. É lenda popular.

  2. Tradição

    O crucifixo negro de Wawel

    A tradição diz que Edviges rezava muito diante de um crucifixo da Catedral de Wawel e que Cristo lhe falou daquela cruz. O crucifixo, onde hoje repousam suas relíquias, é venerado como "crucifixo de Santa Edviges". Relato devoto, sem prova histórica.

  3. Reconhecido

    Fama de santidade e confirmação do culto

    Logo depois da morte, o povo passou a venerá-la e a registrar graças junto ao túmulo. O culto foi confirmado pela Igreja no século XX, e a canonização de 1997 seguiu o processo próprio para causas antigas.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Foi coroada com o título de "rei" (rex) e não de rainha, para deixar claro que governava por direito próprio, e não como esposa de um rei.
  • O nome Edviges, em polonês Jadwiga, é o mesmo da santa da Silésia; por isso as duas são confundidas com frequência. Elas viveram com mais de cem anos de distância.
  • A Universidade Jaguelônica, uma das mais antigas da Europa central, recebeu o nome da dinastia que nasceu do casamento dela com Jogaila.
  • Seu cetro e seu globo de madeira dourada, colocados no túmulo, foram encontrados quando o sepulcro foi aberto em 1949.
  • A canonização, em 1997, reuniu mais de um milhão de pessoas no campo de Błonia, em Cracóvia.

Oração

Santa Edviges, rainha da Polônia, que governaste com fé e entregaste a tua vida pelo bem do teu povo, ensina-nos a servir sem buscar a própria glória. Intercede pelos governantes, pelos educadores e pelas famílias. Ajuda-nos a construir pontes entre os povos e a cuidar dos pobres. Que o nosso canto una corações, como tu uniste nações em Cristo. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Poder é serviço
Lema
"Quem quiser ser grande, seja o que serve"
Leitura
Mc 10,35-45 (sugerida)
Público
Jovens, lideranças pastorais, coordenadores de ministério, casais, pastoral política
  1. 1Reconhecer: pensar nos lugares onde tenho alguma autoridade (família, trabalho, ministério) e como a uso.
  2. 2Renunciar: como Edviges, perguntar: de que vontade minha posso abrir mão pelo bem do grupo?
  3. 3Construir pontes: escolher uma pessoa ou grupo com quem há distância e dar um passo de reconciliação.

Dinâmica: "A ponte de papel", 40 min · jornais, fita adesiva. Em grupos, construir uma ponte que sustente um livro; depois partilhar o que foi preciso ceder para que a ponte ficasse de pé.

Quando celebrar

8 de junho · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral nem no calendário do Brasil. Na Polônia, é celebrada em 8 de junho, dia da canonização. Não confundir com Santa Edwiges da Silésia, celebrada em 16 de outubro. Confirmar no calendário da diocese.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Catedral de Wawel, Cracóvia (Polônia): relíquias sob o crucifixo negro e sarcófago de mármore
  • Lenda da pegada: Igreja carmelita da Visitação, "Na Piasku", Cracóvia
  • Universidade: Universidade Jaguelônica, Cracóvia, restaurada com o legado das suas joias