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Santo

Santa Apolônia

Alexandria (Egito), século III · martirizada por volta de 249

  • Dentistas
  • Quem sofre de dor de dente (título popular)
“Santa Apolônia entregou-se por vontade própria à fogueira.”
Resumo do relato de Dionísio de Alexandria, citado por Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, livro 6, capítulo 41. Não é uma frase dita por ela. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Quase tudo que se sabe de Apolônia vem de uma carta do bispo Dionísio de Alexandria, citada pelo historiador Eusébio no século IV. Antes da perseguição oficial do imperador Décio, uma multidão pagã de Alexandria atacou os cristãos da cidade, entre os quais se destacava uma mulher idosa, a quem o texto chama de "virgem" e que se chamava Apolônia.

Segundo Dionísio, os agressores a pegaram e bateram no rosto até quebrar-lhe todos os dentes. Depois acenderam uma fogueira e ameaçaram queimá-la viva se ela não pronunciasse palavras contra a fé. Ela pediu um instante, como se fosse pensar, e, solta, atirou-se por conta própria ao fogo.

O gesto de Apolônia intrigou os escritores antigos, e Santo Agostinho já discutia quando é lícito um cristão entregar-se à morte. Ela ficou na memória da Igreja como mártir que preferiu perder a vida a renunciar a Cristo. Desde a Idade Média, foi invocada contra a dor de dente e tornou-se padroeira dos dentistas, por causa dos dentes quebrados.

Fontes: Dionísio de Alexandria, carta a Fábio de Antioquia, citada por Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, livro 6, cap. 41 (c. 325); Martirológio Romano, 9 de fevereiro.

O que nos ensina

Apolônia ensina que a fé vale mais do que a própria vida e que a coragem pode estar numa pessoa idosa e sem poder nenhum. Sua memória pede também prudência: a Igreja sempre distinguiu o mártir, que aceita a morte imposta, de quem a procura. Para quem canta e serve, é um lembrete de que a fidelidade, quando custa, é a forma mais clara de testemunho.

Milagres

  1. Reconhecido

    O martírio em Alexandria

    O relato de Dionísio de Alexandria, escrito poucos anos depois do fato, é a base da memória dela. Os detalhes do suplício vêm dessa carta, e a Igreja a reconhece como mártir desde a Antiguidade.

  2. Tradição

    Proteção contra a dor de dente

    Desde a Idade Média, muitos fiéis a invocam para aliviar a dor de dente. Não há milagre específico examinado pela Igreja: é uma devoção popular, nascida dos dentes que ela perdeu no martírio.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Nas imagens, Apolônia aparece segurando um alicate com um dente, símbolo do seu martírio.
  • Muitas imagens a retratam jovem, mas o texto de Dionísio fala de uma mulher idosa.
  • Em vários países, dentistas celebram a santa em 9 de fevereiro.
  • Ela morreu antes mesmo da grande perseguição de Décio, em um tumulto popular.
  • Algumas igrejas guardam supostas relíquias de dentes dela, sem possibilidade de prova.

Oração

Santa Apolônia, que preferiste o fogo a negar o teu Senhor, dá-nos fidelidade nas provações grandes e pequenas. Conforta os que sofrem de dor e protege os que cuidam da saúde dos outros. Ensina-nos a defender a fé com serenidade, sem ódio e sem medo. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Fidelidade que custa
Lema
"Mais vale o Senhor que a própria vida"
Leitura
Mt 10,28-33 (sugerida)
Público
Adultos e idosos, ministério de saúde, pastoral da pessoa idosa, jovens
  1. 1O que me custa: em que momento ser cristão me custou algo, na família, no trabalho ou entre amigos?
  2. 2Coragem simples: recordar quem, mais velho, deu testemunho de fé com a vida, e agradecer.
  3. 3Compromisso: cada pessoa escolhe um ponto em que será mais fiel nesta semana, mesmo que custe.

Dinâmica: "Conversa com quem viveu mais", 30 min · duplas formadas por um idoso e um jovem partilham uma situação em que a fé exigiu coragem.

Quando celebrar

9 de fevereiro · Fora do calendário · Vermelho

Mártir, por isso a cor é o vermelho. Não consta no calendário romano geral atual; é lembrada no Martirológio Romano e em calendários próprios. Conferir no calendário da diocese.

Santuários e devoção

  • Cidade do martírio: Alexandria (Egito), onde ela viveu e foi morta
  • Devoção: Igrejas e capelas dedicadas a ela por todo o mundo, em especial em Roma e na Itália. Incluir só com fonte da diocese.