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Santo

Beatos Inácio de Azevedo e companheiros

Beatos Inácio de Azevedo e companheiros
P. Ignatius Azevedius S. I. Illustrissimâ Lusitaniae familiâ oriundus, in itinere Brasilo à Calvinistis pro Catholica Religione mari demers (1675, Karel Skréta delineavit, Melchoir Küsel fecit) - John Carter Brown Library · Karel Skréta (delineavit), Melchoir Küsel (fecit) · domínio público · origem

Inácio: Porto (Portugal), c. 1526 · todos mortos no mar, perto da ilha de La Palma (Canárias), 15 de julho de 1570 · beatificados em 1854 · são BEATOS, ainda não canonizados

  • Missionários a caminho de missão (devoção popular)
  • Vocações para a Igreja no Brasil (devoção popular)
“Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma.”
Mt 10,28, versículo escolhido pelo portal. As palavras atribuídas a Inácio de Azevedo na hora da morte chegaram por relatos de sobreviventes e não têm texto seguro. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Inácio de Azevedo nasceu no Porto, em família nobre, e entrou na Companhia de Jesus em 1548, ainda nos primeiros anos da ordem. Foi reitor de colégios em Lisboa e em Braga e ficou conhecido pela vida de oração e pela caridade com os pobres.

Em 1566 foi enviado ao Brasil como visitador das missões jesuítas. Percorreu as aldeias e colégios, conviveu com Manuel da Nóbrega e José de Anchieta e viu de perto a falta de missionários. Voltou à Europa para pedir reforços e conseguiu reunir dezenas de voluntários, quase todos jovens, portugueses e espanhóis, muitos deles ainda estudantes ou irmãos.

Em junho de 1570 partiram de Lisboa. Parte do grupo viajava no navio Santiago, que seguiu da Madeira para as Canárias. Perto da ilha de La Palma, em 15 de julho, o navio foi atacado por corsários franceses calvinistas. Inácio e os seus companheiros, reconhecidos como religiosos católicos, foram mortos e lançados ao mar. Eram quarenta.

O povo e os jesuítas os veneraram desde logo como mártires. O papa Pio IX confirmou o seu culto e os declarou beatos em 1854. A Igreja no Brasil os lembra como missionários que deram a vida pelo país antes mesmo de chegar.

Fontes: Relatos jesuítas do século XVI (cartas e informações enviadas a Roma); Serafim Leite, História da Companhia de Jesus no Brasil (1938-1950); decreto de confirmação de culto de Pio IX (1854).

O que nos ensina

Os quarenta mártires ensinam que a missão começa no coração, muito antes de chegar ao destino. Eles nunca pisaram no Brasil, mas deram a vida por este povo. A sua história fala de entrega total, de coragem diante do perigo e de uma fé que não se esconde. Sobre o contexto, é bom lembrar com serenidade: era um tempo de guerras religiosas na Europa, e hoje católicos e protestantes buscam juntos o caminho do diálogo e do perdão.

Milagres

  1. Reconhecido

    O martírio reconhecido

    A Igreja reconheceu que foram mortos por ódio à fé, o que dispensa o milagre para a beatificação. O culto foi confirmado por Pio IX em 1854.

  2. Tradição

    A imagem de Nossa Senhora

    Conta-se que Inácio morreu segurando uma cópia da imagem de Nossa Senhora venerada em Santa Maria Maior, em Roma, e que a pintura não se soltou das suas mãos. É relato devoto, sem comprovação.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • A cópia da imagem de Nossa Senhora (Salus Populi Romani) que levavam teria sido feita com autorização de São Francisco de Borja, então geral dos jesuítas.
  • Conta-se que um jovem que não fazia parte do grupo pediu para tomar o lugar de um companheiro poupado, completando o número de quarenta.
  • Outros jesuítas da mesma expedição, em navios diferentes, também foram mortos por corsários no ano seguinte (1571), num episódio distinto.
  • Entre os quarenta havia muitos rapazes com menos de vinte e cinco anos, alguns ainda noviços.
  • São lembrados como mártires do Brasil, embora tenham morrido no Atlântico, perto das Canárias.

Oração

Beatos Inácio de Azevedo e companheiros, que deixastes tudo para anunciar o Evangelho no Brasil e destes a vida no caminho, intercedei por nós junto de Deus. Despertai em nossos jovens a coragem da missão. Abençoai os missionários que hoje partem para longe e as nossas comunidades que os enviam. Que a nossa fé seja firme como a vossa. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Missionários a caminho
Lema
"Eis-me aqui, envia-me"
Leitura
Is 6,1-8 (sugerida)
Público
Jovens, crisma, grupos missionários, ministérios
  1. 1Partir: o que eu precisaria deixar para seguir Jesus mais de perto? Momento pessoal de silêncio.
  2. 2Juntos: eles eram quarenta e foram juntos: quem caminha comigo na fé? Escrever o nome de alguém por quem vou rezar.
  3. 3Enviar: o grupo escolhe uma missão concreta (visita, campanha, música num lar de idosos) para fazer no mês.

Dinâmica: "O barco dos quarenta", 40 min · barco grande desenhado em papel pardo, papéis com nomes, música de envio.

Quando celebrar

17 de julho · Memória facultativa · Vermelho

Consta no calendário próprio do Brasil. A Companhia de Jesus pode celebrar em outra data; conferir data e grau no calendário litúrgico da CNBB do ano.

Santuários e devoção

  • Lugar do martírio: Costa de Fuencaliente / Tazacorte, ilha de La Palma (Canárias, Espanha), onde há memorial aos mártires
  • Terra natal: Porto (Portugal), cidade natal de Inácio de Azevedo